17 Janeiro 2009

Do amor e das oportunidades

Se eu tivesse um blogue daria conta de um percurso visual e narrativo que acabo de efectuar.

The Curious Case of Benjamin Button, de David Fincher, contém as marcas do autor, sem, no entanto, ser um Fincher comum. Maravilhoso do princípio até (quase) ao fim, o filme detém-se, entre outras coisas, a ilustrar a vida como uma caminhada cujo propósito é percebermos quem realmente amamos: os que nos acompanham em cada ínfima parte de tempo que passa, cada dia mais. Explícita ou implicitamente. Estejam longe ou perto. Que encontramos e desencontramos. Numa coreografia de (in)oportunidades.

Das lições simples, deixam-nos maiores marcas as que já aprendemos sem darmos conta, mas sobre as quais nunca reflectimos. A de hoje, não sendo nova, torna-se, finalmente, concreta. Sou como uma criança que acaba de proferir a sua primeira palavra.
Se eu tivesse um blogue discorreria sobre a urgência de uma ida à sala de cinema mais próxima. Afinal, há oportunidades que não se podem (mesmo) perder. Mas restam-me apenas devaneios. Já o filme é bem real. E anda por aí.

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