The Curious Case of Benjamin Button, de David Fincher, contém as marcas do autor, sem, no entanto, ser um Fincher comum. Maravilhoso do princípio até (quase) ao fim, o filme detém-se, entre outras coisas, a ilustrar a vida como uma caminhada cujo propósito é percebermos quem realmente amamos: os que nos acompanham em cada ínfima parte de tempo que passa, cada dia mais. Explícita ou implicitamente. Estejam longe ou perto. Que encontramos e desencontramos. Numa coreografia de (in)oportunidades.
Das lições simples, deixam-nos maiores marcas as que já aprendemos sem darmos conta, mas sobre as quais nunca reflectimos. A de hoje, não sendo nova, torna-se, finalmente, concreta. Sou como uma criança que acaba de proferir a sua primeira palavra.
Se eu tivesse um blogue discorreria sobre a urgência de uma ida à sala de cinema mais próxima. Afinal, há oportunidades que não se podem (mesmo) perder. Mas restam-me apenas devaneios. Já o filme é bem real. E anda por aí.

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